5.
(...)
folque comigo na grama,
afrouxe o nó da garganta,
nem palavras nem musica nem rimas
estou querendo,
nem costume nem lição,
por melhor que seja:
eu gosto é do acalanto
do murmúrio valvar da tua voz.
lembro como uma vez nos espichamos
numa certa manhã de verão transparente,
como forçaste a cabeça nos meus quadris
e me rasgaste a camisa no osso do peito
e enfiaste a língua em meu coração nu
e foste assim até tocar-me a barba
e foste assim até tocar-me os pés.
(...)
Walt Whitman



